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Review: "Resurrection" by Anastacia
"Ressurreição" não podia ser um nome mais certo para o novo álbum de uma das cantoras mais talentosas de sempre - Anastacia.
Na verdade, os últimos anos não foram fáceis para a cantora de 45 anos, que viu a sua carreira entrar em decadência com e após o lançamento de "Heavy Rotation" (2008). Para além da sua carreira, passou ainda por um divórcio e ainda a luta, uma vez mais, contra o cancro da mama que pela segunda vez fez a cantora temer pela sua vida.
Tudo isto obrigou a cantora a cancelar a sua digressão, mas agora, livre do cancro, a cantora de "Paid My Dues" ressurge mais forte do que nunca, com o seu primeiro álbum de originais em 5 anos.
Com este álbum a artista tem novamente a chance de mostrar ao mundo que a sua carreira está longe de chegar ao fim e que a "velha" Anastacia por quem nos apaixonámos ressuscitou mesmo!
Prontos para conhecer um pouco sobre cada uma das faixas novas?
"Starring At The Sun" - Não poderia haver melhor forma de abrir este disco! "Sun" é talvez uma das faixas mais poderosas de todo o CD. Uma canção que aborda os tempos do divórcio da cantora e onde se facilmente ouve a "dor" na fantástica voz da Anastacia. Uma balada rock poderosa que pode ser a escolha óbvia para segundo single deste disco.
"Lifeline" - Aqui ainda se sente mais a dor na voz da artista que canta sobre a sua intensa e por vezes difícil jornada. Esta balada rock será certamente também um futuro single e aqui destaca-se mais uma vez o poder vocal e por vezes hipnótico da cantora. Uma das faixas mais interessantes e bem conseguidas de todo o reportório de Anastacia.
"Stupid Little Things" - Esta já todos nós conhecemos! Uma descendente clara de "Left Outside Alone" e que está para "Resurrection" como "What The Hell" esteve para "Goodbye Lullaby" de Avril Lavigne, pois nota-se que no meio de tantas baladas houve a necessidade de criar um tema comercial, mais "up-beat" e sobretudo que lembrasse os seus velhos sucessos e a missão foi mais que cumprida. Este é talvez o melhor single da cantora desde "Alone" lançado há 10 anos.
"I Don't Want To Be The One" - E voltamos às baladas, com esta "The One" mais um momento onde Anastacia fala de amor, um amor falhado....! Talvez seja demasiado repetitivo este elogio, mas mais uma vez é impressionante ver o que a cantora consegue fazer com a sua voz do primeiro ao último segundo desta canção. Conseguindo atingir notas tão altas e ao mesmo tempo acabando a faixa de uma forma tão suave...! Aqui mais uma vez temos pena da cantora ao ouvi-la cantar estas palavras de uma forma tão sentida.
"Evolution" - Aqui temos mais uma música pop/rock mais "up-beat", em que a cantora fala da possibilidade de evoluir enquanto pessoa e virar a página. Não é a faixa mais interessante e bem conseguida do disco, sendo as vozes computorizadas que ecoam "evolution..evolution" desnecessárias e por vezes até irritantes, contudo, é impossível não gostar e não ficar curioso para o que vem de seguida.
"Pendulum" - Quando começa "Pendulum" parece que estamos a começar a ouvir "Fix You" dos Coldplay, mas rapidamente a faixa se converte numa canção pop que fala de amor uma vez mais. Mais um momento bem conseguido e relevante para este disco que atinge o seu climax quando a cantora ecoa "Pendulum, Pendulum".
"Stay" - E chegámos a um dos momentos mais bonitos de todo o álbum. "Stay" para quem não sabe foi escrita em estúdio no momento em que a cantora descobriu que estava de novo com cancro de mama. Em vez de cancelar a sessão de estúdio, a cantora preferiu ficar e escrever esta linda canção. "I'm not ready to go just yet - Eu ainda não estou preparada para partir" é a linha mais irresistível da canção e mostra-nos a força da artista enquanto mulher, que se recusou a desistir e a partir e lutou. Hoje livre de cancro e mais forte que nunca presenteia-nos com esta linda balada.
"Dark White Girl" - Esta é uma das faixas mais místicas do disco e foi brilhantemente escrita. Anastacia que se descreve como uma mulher obscura, faz com que interprete também esta música de uma forma obscura e interessante que cativa o ouvinte do inicio ao fim.
"Apology" - Mais uma balada em que Anastacia se desculpa. Não é a balada mais irresistível do disco, mas é mais um trabalho notável da cantora pequena com uma grande voz como é carinhosamente conhecida pelos seus fãs.
"Broken Wings" - E a versão standard do disco termina com mais uma balada. "Wings" fala da força da cantora que diz que mesmo sem asas consegue voar. E consegue também mais uma vez envolver-nos numa balada com uma letra encorajadora e positiva, tudo características que esta cantora transparece e que dá gosto ouvir neste álbum.
"Other Side Of Crazy" - "Crazy" é mesmo a faixa mais louca de todo o álbum! Anastacia volta a todo o vapor ao seu estilo característico denominado de "Sprock". Esta canção faz-nos lembrar os grandes hits das bandas de rock dos anos 80, o que na voz da cantora se torna a cereja no topo do bolo. Vale a pena ouvir também a versão deluxe.
"Oncoming Train" - Talvez a faixa mais hipnótica e envolvente do disco que fala do medo de nos apaixonarmos de novo após desilusões passadas. Parece uma música feita para um filme do "007". Tudo nesta faixa soa a um filme, a uma história narrada por uma das melhores narradoras da história do mercado musical.
"Resurrection" - E aqui na faixa título, voltamos às poderosas baladas rock, e aqui mais do que nunca vemos que a "antiga" Anastacia voltou mesmo. Esta música poderia facilmente ter feito parte do homónimo "Anastacia" lançado em 2004. Neste caso, nunca foi tão agradável ouvir um artista soar ao seu antigo trabalho.
"Left Outside Alone Pt. 2" - Esta canção não é mais do que uma versão re-trabalhada do maior sucesso da carreira de Anastacia. Não está nem de longe nem de perto melhor que a sua versão original, no entanto, é agradável ouvir uma canção tão boa e marcante uma vez mais a ser trabalhada.
Toda a jornada da cantora está espelhada neste seu novo disco. O título como já foi referido é mais do que apropriado e embora Anastacia ainda esteja a sofrer pelos seus erros do passado, este álbum mostra que a cantora está pronta para tomar o mundo de assalto uma vez mais, mesmo que não o consiga já com este disco.
Talvez o único ponto menos positivo deste disco é ter demasiadas baladas e muito poucas músicas comerciais como "Stupid Little Things", mas dado o conceito do disco e circunstancias é mais do que compreensível que esta tenha sido a direcção tomada pela artista de "Pieces Of A Dream".
Só é pena que Anastacia se tenha deixado "morrer" (artisticamente falando) com "Heavy Rotation", para agora ter de "ressuscitar" com "Resurrection", tarefa que não será fácil, no entanto de uma coisa este álbum não sofre - falta de verdade.
É um dos álbuns mais honestos, despidos e verdadeiros da artista e que não poderia ser melhor para trazer o nome de Anastacia de volta ao mercado.
É caso para dizer, bem-vinda de volta Anastacia, tínhamos saudades tuas, ainda bem que não estavas pronta para partir e que vais ficar connosco!
HOS RATING: 80/100
4 comentários:
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Obrigado :) Ja coloquei :) Realmente tinha escapado.
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Este álbum é tão maravilhoso por ser verdadeiro e honesto. A faixa mais fraca é pendulum, que poderia mto bem ter sido descartada.
Apesar de não fazer grande sucesso hoje em dia, o seu álbum alcançou o top 5 em 7 países no itunes até agora (Espanha, Itália, Portugal, Holanda, Dinamarca, reino unido).
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Pena nao teres feito review de Underdog, a faixa do iTunes. Acho-a excelente.
Evolution e Pendulum são as mais fracas mas mesmo assim o pre-chorus de pendulum é muito bom.
Broken Wing, é muito simples mas tem uma mensagem muito positiva e não podia acabar de melhor forma a versao normal.
Uma surpresa, esperava algo mais upbeat mas acabei por adorar o album.
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Esqueceste-te de por estrelinhas na faixa RESURRECTION :P Mas sim, ta uma boa review e concordo com quase tudo. Podes nao saber mas I DONT WANT TO BE THE ONE, é a faixa tbm dedicada ao fas, como foi HEAVY ON MY HEART...