Beyoncé já não é mais a mesma artista!
Hoje em dia temos uma nova cantora....uma cantora menos preocupada em criar sucessos, em produzir grandes vídeos, em elaborar grandes capas para os seus álbuns e singles, uma cantora mais ousada, mais directa, mais alternativa, uma artista que arrisca em tempos difíceis para o mercado musical.
Será que a atitude aparentemente despreocupada e ousada da cantora é de louvar? Nós achamos que sim, mas, enquanto é tempo Beyoncé deve encontrar um "meio-termo", pois a médio prazo, tanta despreocupação e ousadia podem ser prejudiciais para a carreira intocável de uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos.
Esta nova fase da cantora é agora reforçada com o novo single "7/11", que representa na perfeição a nova Beyoncé, se não vejamos:
Só Beyoncé neste momento poderia lançar uma música que não é de todo comercial, com um nome como "7/11" com um videoclipe caseiro sem grande produção, com uma letra repetitiva e pobre e com uma batida totalmente alternativa, diferente do que temos ouvido na rádio nos últimos tempos.
"7/11" não tem a pretensão de ser uma grande produção, de ter uma grande composição ou de ser um sucesso nas tabelas de vendas, tem sim a intenção de ser despreocupada, diferente e de ser o que Beyoncé quer ser neste momento.
Posto isto, esta será mais uma daquelas muitas canções da cantora que não vai chegar aos primeiros postos das tabelas de vendas mundiais, como estávamos habituados há poucos anos atrás, onde cada single que a cantora de "Irreplaceable" lançava se tornava um enorme sucesso mundial.
Mas será que realmente Beyoncé precisa de mais sucessos?
Teoricamente não...Beyoncé não tem mais nada a provar, tem o mérito de ter pertencido a uma das maiores, se não a maior banda feminina de sempre, de ser uma das maiores artistas femininas a solo de sempre.
As suas vendas são inacreditáveis, e se a sua carreira acabasse hoje já ficaria na história do entretenimento para sempre como uma das maiores de sempre, mas ainda assim, tendo apenas 33 anos e ainda um mundo pela frente esta cantora tem todas as possibilidades de se tornar a maior de sempre e músicas e vídeos como "7/11" não a ajudarão a manter tudo o que já criou até aqui.
Não que a música seja má, antes pelo contrário, é excitante, diferente e viciante e o vídeo? O que para muitos foi desilusão, para outros foi inspiração sendo dos vídeos mais parodiados e também "imitados" da internet este ano, não passando despercebido a ninguém, mesmo sem uma grande produção, porém, como já realçamos anteriormente, esta despreocupação da artista em promover-se como uma cantora de sucessos e o querer ser demasiado alternativa está a fazer com que as suas vendas de singles estejam a diminuir consideravelmente, embora os álbuns continuem a alcançar números para lá de satisfatórios.
"Beyoncé" já superou as 5 milhões de cópias a nível mundial, tendo superado as vendas do seu predecessor "4".
Embora os seus fãs continuem a apoiar a artista incondicionalmente e a comprar os seus discos, o que é facto é que muitos, mesmo que não admitam têm saudades de ver a cantora a dominar a internet com as milhões de visualizações dos seus vídeos bem produzidos e também nas tabelas de vendas onde já conseguiu no passado ter, por exemplo, "Crazy In Love" no topo da Billboard oito semanas consecutivas, o single seguinte "Baby Boy", nove semanas e anos mais tarde "Irreplaceable", umas impressionantes 10 semanas consecutivas.
"7/11" não será por isso um novo sucesso para a artista ou uma música marcante no seu catálogo, mas fechará, juntamente com "Ring Off" a era "Beyoncé", da melhor forma, uma era despretensiosa.
Futuramente, esperamos continuar a ter uma Beyoncé ousada, diferente e alternativa mas mesmo assim com a capacidade de ocupar o seu trono e liderar em todas as frentes tendo sucessos mundiais à escala dos seus antigos singles.
Esperamos por isso que "7/11" seja uma fase, e não uma nova tendência para esta artista que sabe e pode fazer muito melhor.
RATING:





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