A Great Big World, um nome talvez
ainda estranho para o mundo da música, mas que começa a marcar o seu terreno,
graças à fantástica “Say Something” e a Christina Aguilera, que por sua
iniciativa e apaixonada pela canção, contactou a banda para juntos fazerem uma
nova versão da mesma.
O resultado foi uma obra-prima musical e o
salto para o estrelado de uma banda até então desconhecida do grande público.
Mas será que o álbum completo,
chamado de “Is There Anybody Out There?” tem a qualidade prometida com “Say
Something”? Será que a banda existe sem Christina Aguilera?
A resposta é: Sem Dúvida!
Com letras honestas, “nuas” e
carregadas de emoção e apostando numa fusão do pop com algumas influências de
rock clássico, os A Great Big World, são sem dúvida uma das bandas de maior
qualidade que apareceram em 2013 e que devemos prestar a máxima atenção em 2014.
Esta banda não tem medo de entrar
em contacto com os seus/nossos sentimentos, exemplo disso é a tocante “I Don’t Wanna
Love Somebody Else”, não têm também medo de provocar com a divertida “Everybody
Is Gay” ou ainda de nos dar mensagens positivas como em “You’ll Be Ok”.
Há de tudo neste álbum em termos
de mensagens e/ou sonoridades, encontramos influências de blues, rock clássico, folk e ainda momentos de pura melancolia.
Prontos para conhecerem as
canções do CD? Acompanhem-nos nesta viagem por este fantástico grande mundo de
canções.
1. "Rockstar"
“I was born to be a Rockstar” – Uma das faixas
liricamente mais inocentes do álbum. Uma canção divertida e diferente do som
mais melancólico que a banda apresentou em “Say Something”. Remete-nos para as
canções de rock-adolescente dos anos 80. Uma excelente forma de abrir este
disco.
2. "Land Of Opportunity"
“I just gotta believe there’s something better
than you and me” – Porque não acreditar que existe algo melhor, quando uma
relação falha? É isso mesmo que a banda nos quer transmitir com esta canção,
também ela energética, liricamente inteligente e que nos faz ter a sensação que
estamos num musical da Broadway, dado o seu instrumental muitas vezes dramático
e teatral.
3. "Already Home"
“When life takes its own course, sometimes we
don’t get to choose” – A primeira grande balada deste disco, com uma letra e
uma performance vocal assustadora, no bom sentido claro. Um dos grandes
momentos deste disco.
4. "I Really Want It"
“What the hell are you waiting for, it’s time
to make a decision” – E voltamos ao som mais energético da banda, uma faixa
puro pop com algumas influencias de rock e já escolhida como segundo single do
disco. A letra fala sobre não perder tempo e fazer aquilo que se quer, algo que
falta a muita gente, que por medo não faz acontecer. Este é um dos momentos
mais catchy de todo o álbum e mais uma vez tem claras influencias dos anos 80.
5. "Say Something"
“I’m still learning to love, just starting to
crawl” – Esta é a versão original da música, sem Christina Aguilera e não
pensem que a perfeição da música se perde, antes pelo contrário! Aqui temos a
voz do vocalista da banda no seu estado puro, uma vez que ele a canta com uma
dor tão forte, que ainda fica mais perceptível, sem a voz da fantástica Christina
a acompanhar. Uma faixa muito triste, muito sincera, poderosa e que dói até de
ouvir. Um momento de rara perfeição e talvez o ponto mais alto deste álbum.
6. "You'll Be Okay"
“You’ll be okay, the sun will rise to better
days” – Uma balada rock, melancólica mas estupidamente catchy. Destaque
mais uma vez para o voz de Ian Axel, o vocalista que faz também aqui um
trabalho extraordinário. A perfeição desta canção só é posta em causa com a
mensagem um pouco cliché abordada na canção sobre ficar bem depois de tempos
conturbados. É o momento menos inteligente em termos de letras, mas que nem por
isso tira qualidade a esta faixa que é uma das melhores do disco.
7. "Everyone Is Gay"
“If you’re gay,
then you’re gay, if you’re straight, well that’s great if you fall in between,
that’s the best way to be” – Depois de duas grandes baladas voltamos com o
momento mais divertido e também desafiante deste disco. A letra é
muito divertida e provocadora ao mesmo tempo, a começar pelo título “todos são
gays”. A canção é puro pop-rock épico e apela à igualdade independentemente da
orientação sexual, afinal todos procuramos o mesmo, o amor. Um dos melhores
momentos de todo o álbum.
8. "There Is An Answer"
“Look inside and you will find, love exists in
every kind, oh there is an answer” – Há sempre uma resposta, e a resposta que
damos a esta canção é mais uma vez a melhor possível. Uma faixa que em tudo faz
lembrar a banda Fun, sendo também um dos momentos mais rock de todo o disco.
Uma daquelas essenciais que ninguém vai querer deixar de ouvir.
9. "I Don't Wanna Love Somebody Else"
“I know it’s time to tell you it’s
over, but I don’t wanna love somebody else” – É caso para dizer que o fim das
relações são duros de aceitar e com esta canção sincera, pura e carregada de
sentimento percebemos isso bem. Um dos momentos a nível vocal mais interessantes e
uma das faixas mais bonitas de todo o álbum. Caso para dizer que os A Great Big
World, quando toca a cantarem sobre fim de relacionamentos, fazem-no melhor que
ninguém.
10. "This Is The New Year"
“This is the new year, a new beginning” – Esta
foi a primeira canção promovida pela banda, mesmo antes de “Say Something” e
fala sobre o começar de novo, quando um novo ano começa. Uma faixa puramente
rock ‘n roll e bem disposta. Um dos momentos mais catchy do disco e uma das
preferidas dos fãs e da banda.
11. "Shorty Don't Wait"
“When you’re heart don’t feel
like dancing, i’ll be here to give you mine” – A primeira faixa do disco com
influencias folk e que traz um som diferente para o álbum. Embora seja mais uma
faixa boa, pois na verdade não existem más, esta soa um pouco fora de contexto
e é por isso o momento menos interessante do disco, ainda que valha a pena ser
escutada. A voz de Ian é mais uma vez irrepreensível.
12. "Cheer Up!"
“It’s a great big world and there’s no need to
cry” – Esta foi a faixa que deu o nome à banda, como se pode ver pela letra. É
uma faixa estranha, no bom sentido. É ainda a canção mais teatral do disco,
onde tanto o instrumental como a forma como é cantada, nos faz lembrar um
musical de estilo comédia. Uma canção leve, jovem e sobretudo alegre.
13. "Say Something" (ft. Christina Aguilera)
“Say something, I’m giving up on you” – O que
dizer mais sobre esta canção que está para lá da perfeição?
Podemos dizer que é uma das melhores canções de sempre, uma das baladas mais
bem conseguidas a todos os níveis. Em termos de letras, a forma como
o tema é abordado é simplesmente majestoso. Os vocais são igualmente soberbos,
enquanto a voz de Ian já foi mais que referida e elogiada, a voz de Aguilera,
conhecida pelo seu poder sobrenatural, aqui nesta canção é contida e bem
contida, fazendo com que ambas as vozes se fundam na perfeição e se torne quase
agonizante ouvir tanta dor transportada para uma canção. Se há canção que
carregue sentimento e dor, “Say Something” é essa canção e por isso tem todo o
mérito de ser considerada uma das canções do ano.

De facto nunca uma banda escolheu
tão bem o nome para si, pois este álbum é sem dúvida um espectacular grande
mundo de canções, de emoções, de sonoridades e sobretudo de honestidade.
Há muito tempo que não se ouvia
um álbum tão “nú”, tão puro e tão honesto e isso é que o torna especial, pois a
música hoje em dia está tão carregada de clichés e tendências, que quando
alguém ousa desafiar e fugir a essas tendências, é no mínimo refrescante – sabe
bem.
Os A Great Big World, fizeram-nos por isso viajar, por uma
variedade de emoções e estilos, fazendo deste um disco imprevisível mas
incrivelmente bom.
As letras procuram conectar-se com cada um de nós de uma
forma literal e figurativa em cada segundo de cada canção presente em “Is There
Anybody Out There?” e o disco atinge um equilíbrio incrível entre temas pesados
e alegres, fazendo deste um cd onde existe verdadeiramente algo para cada um
de nós.
Ainda bem que nos disseram algo, pois estávamos a desistir
de vocês!
HOS RATING: 90/100
Recordem vídeos desta banda.