Como a própria Shakira brinca, ter este álbum custou bem mais que dar à luz o seu Milan.
Tal como a sua colega de profissão Kylie Minogue, este é o primeiro álbum da colombiana nas mãos da gravadora do Jay-Z, a Roc Nation.
Este álbum começou a ser trabalhado logo em 2011, e chegou a estar finalizado em meados de 2012, quando a cantora soube que estava grávida.
A divulgação do seu disco começou a ser apressada, e foi escolhida a canção "Dare (La La La)" como primeiro single, tendo mesmo sido Portugal o local escolhido, nos finais de Junho de 2012, para a gravação do video oficial.
Acontece que, o álbum na altura com uma direcção muito dance/electrónica e a ser trabalhado às "pressas" acabou por não agradar muito à cantora, sempre perfecionista que ordenou que "Dare" não fosse lançada e que lhe dessem tempo para desfrutar da sua gravidez e depois retomaria os trabalhos para criar novas canções mais rock e também mais baladas.
Tal como a sua colega de profissão Kylie Minogue, este é o primeiro álbum da colombiana nas mãos da gravadora do Jay-Z, a Roc Nation.
Este álbum começou a ser trabalhado logo em 2011, e chegou a estar finalizado em meados de 2012, quando a cantora soube que estava grávida.
A divulgação do seu disco começou a ser apressada, e foi escolhida a canção "Dare (La La La)" como primeiro single, tendo mesmo sido Portugal o local escolhido, nos finais de Junho de 2012, para a gravação do video oficial.
Acontece que, o álbum na altura com uma direcção muito dance/electrónica e a ser trabalhado às "pressas" acabou por não agradar muito à cantora, sempre perfecionista que ordenou que "Dare" não fosse lançada e que lhe dessem tempo para desfrutar da sua gravidez e depois retomaria os trabalhos para criar novas canções mais rock e também mais baladas.
O pedido foi aceite e com a gravidez e a sua presença como jurada no "The Voice USA", o álbum ficou "parado" durante meses.
Quando finalmente a cantora de "She Wolf" decidiu retomar os trabalhos acabou por se deixar influenciar pelos momentos que estava a viver....
O "The Voice", acabou por influenciar a cantora a criar faixas mais country, como "Medicine" que conta com a presença de Blake Shelton, o seu amor por Gerard Piqué, acabou por motivar a criar as baladas "23" e "Broken Record" e o seu bebé acabou por influenciar a criação da roqueira "The One Thing".
Quando finalmente a cantora se sentiu satisfeita com o resultado final, renasce então "Shakira", que tem este nome, porque segundo a artista, engloba um pouco de todas as sonoridades da carreira já longa da cantora e é verdade....Temos a Shakira para todos os gostos, rock, pop, baladas, country, raggae e até uma Shakira alternativa.
Há espaço para tudo neste álbum. Embora a cantora sempre tenha sido conhecida pela sua arte de misturar diversas sonoridades nos seus trabalhos este é talvez o disco onde a cantora aborda um maior número de géneros diferentes, tornando este um disco muito inconsistente, talvez o mais inconsistente da sua carreira, imperfeito mas muito especial.
Só uma cantora como a Shakira consegue cantar de uma forma tão estranha, criar músicas tão estranhas, com letras tão invulgares e mesmo assim fazer com que soe bem e com que valha sempre a pena ouvir os seus trabalhos discográficos.
Prontos para conhecer as novas canções? Vamos a isso!
1. "Dare (La La La)"
Talvez a única canção dance deste disco. Escrita por Max Martin, produzida entre outros por Dr. Luke, esta é uma faixa genérica, dance, puro pop. Por muito que a cantora não a quisesse ter no disco a sua presença era inegável, pois a faixa soa a "Shakira" em cada segundo. Desde os "La La Las" até ao instrumental dançante, esta é a Shakira que a maioria das pessoas apreciam e a cantora tinha mesmo que lhes dar este presente. Mais tarde ou mais cedo terá que ser lançada como single. É a faixa mais comercial deste disco e um dos pontos altos.
2. "Can't Remember To Forget You" (ft. Rihanna)
Esta todos nós já conhecemos. Que "Remember" inicialmente foi uma desilusão todos concordamos, mas o que é certo é que ainda hoje os "Oooh Oooh Oooohs" de Shakira estão na nossa cabeça. Esta faixa raggae/rock tornou-se em mais um top 10 hit um pouco por todo o mundo, para as cantoras e trata-se apenas de um aperitivo para o que a cantora irá apresentar de seguida.
3. "Empire"
A primeira das poucas faixas deste disco em que finalmente Shakira não foi a compositora. Esta balada rock-épica estupidamente catchy é diferente de tudo o que a cantora já fez e é uma das faixas mais aclamadas deste disco. É suava e ao mesmo tempo intensa é calma e ao mesmo tempo explosiva, palavras para quê? É Shakira!
4. "You Don't Care About Me"
Aqui temos mais uma das experiências da colombiana. Também diferente de tudo o que a cantora já fez anteriormente, esta é talvez a faixa mais alternativa de todo o álbum. Não é rock, não é dance, não é pop, não é nada em concreto, é apenas uma experiência que a cantora de "Did It Again" gostou e que nós também gostamos.
5. "Cut Me Deep" (ft: MAGIC!)
Primeiro que tudo, nós não sabemos quem são os MAGIC!, mas passamos a gostar muito deles, tendo em conta que eles ajudaram a colombiana a produzir uma das melhores faixas do disco. Estranha como só Shakira sabe fazer, esta é uma canção que começa como que um "Man Down", um espírito muito raggae, mas que acaba como uma poderosíssima música rock que funcionará muito bem ao vivo e quem sabe também nas tabelas de vendas ainda que não seja de todo uma faixa muito comercial. Uma das faixas mais interessantes destes álbum. Soa a tudo e a nada! Vale a pena ouvir!
6. "Spotlight"
Produzida pelo grande Greg Krustin, produtor de nomes como Kelly Clarkson e Pink, era de esperar que ajudasse a cantora a voltar às suas raízes do rock com uma faixa poderosa e explosiva, mas tudo o que conseguiu fazer foi com que Shakira soasse mais que nunca a Avril Lavigne no inicio de carreira. Esta canção está sem dúvida para Shakira como "Sk8er Boi" para Avril. Não que "Spotlight" seja má, mas nunca é bom quando sentimos que um artista perde a sua identidade e se assemelha muito a outro. É o que acontece aqui.
7. "Broken Record"
E começamos agora a acalmar, com esta balada com influências country. Descrita por Shakira como uma das suas maiores declarações de amor e uma das músicas mais pessoais do disco esta é uma balada onde a cantora declara todo o seu amor pelo seu companheiro. Esta é a primeira de três músicas produzidas por Michael Busbee (Try, Pink) e mostra o lado mais pessoal da artista.
8. "Medicine" (ft. Blake Shelton)
Se Lady Gaga fosse uma cantora country esta seria uma música sua certamente. Com os "Ma Ma Ma Medicine" a relembrar a "Ma Ma Manicure" e os "Po Po Popping" a fazer lembrar o "Po Po Poker Face", este é sem dúvida um cruzamento entre Lady Gaga e Lady Antebellum. Agora fora brincadeiras, esta é a primeira grande aventura da cantora pelo mundo da country e não podia ter começado da melhor forma. Uma música que sai fora da zona de conforto da artista, mas que a faz soar como uma verdadeira artista country sendo ainda comercial o suficiente para ser um single de sucesso. Esta foi mais uma aventura de Shakira que foi muito bem conseguida. Outro dos momentos altos do álbum e onde a presença de Blake Shelton é muito bem-vinda.
9. "23"
O Gerard Piqué é de facto um homem de sorte. Para além de ser o companheiro de uma das mulheres mais bonitas, talentosas e simpáticas do mundo ainda tem mais que uma canção dedicada exclusivamente a si. "23" foi uma das últimas canções a ser compostas pela cantora, que não podia deixar de a inserir neste disco que dedica aos homens da sua vida. Não é a faixa mais comercial, mais inovadora ou mais excitante do disco, mas pela sinceridade torna-se um dos momentos mais bonitos de todo o álbum.
10. "The One Thing"
Milan também não foi esquecido e fez nascer "The One Thing", a última faixa composta para este disco e mais um momento de puro rock. A cantora descreve esta faixa como up-beat tal como é o seu filho e por isso não a podia deixar de inserir no seu álbum. Esperemos que a cantora tenha mais filhos que a inspirem a fazer boa música como esta "One Thing".
11. "Nunca Me Acuerdo De Olvidarte"
Tão boa ou melhor que a versão em inglês, esta "Nunca Me Acuerdo De Olvidarte" é igualmente viciante e prova que a presença de Rihanna nesta canção não era de todo necessária. Apenas o seu nome e a sua beleza ajudou a atrair atenções porque a sua contribuição vocal não era de todo necessária. Talvez noutro tipo de canção.
12. "Loca Por Ti"
Mesmo não sendo esta canção uma original de Shakira, sendo apenas uma versão de "Boeg Per Tu" (1990), soa totalmente como uma canção da cantora de "Gypsy". Uma balada rock que fala de amor e que a artista fez questão de incluir no disco.
13. "La La La"
A versão em espanhol de "Dare" mais uma vez supera a sua versão em inglês, talvez por Shakira soar mais genuína na sua língua materna. Igualmente dançante, igualmente viciante mas com uma interpretação mais dedicada, genuína e sobretudo LATINA. Mais uma vez dizemos que o lançamento desta faixa como single mundial é obrigatório....Não foi o 1º single, não será o 2º, mas algum dia terá de ser...
14. "Chasing Shadows"
Apenas "Empire", "You Don't Care About Me" e esta "Chasing Shadows" não foram escritas por Shakira. "Shadows" foi escrita por ninguém menos que Sia Furler e o poder da australiana é incrível, pois deu uma das suas melhores canções a Shakira e tornou-a na melhor de todo o álbum. Esta faixa electrónica não soa nada a Shakira, soando muitas vezes sim a Sia, mas é sem dúvida intrigante, misteriosa, viciante e perfeita. Remete-nos para o passado, para um filme ou até para o festival da Eurovisão, remete-nos para todo o lado menos para um álbum da colombiana, mas a verdade é que está aqui e é o momento mais excitante de todo o disco. Pena estar só na versão deluxe e de não haverem mais faixas do género no disco. Caso para dizer que o produtor Greg Krustin se redimiu aqui do erro em "Spotlight".
15. "That Way"
E que tal agora uma balada acompanhada apenas de piano e calma? É isso que Shakira nos propõe neste momento com "That Way". Não é o melhor momento do disco nem a faixa que os fãs prestarão mais atenção mas é sem dúvida um momento bonito e que mostra o poder vocal e o talento de uma das artistas mais bem sucedidas de todos os tempos.
2. "Can't Remember To Forget You" (ft. Rihanna)
Esta todos nós já conhecemos. Que "Remember" inicialmente foi uma desilusão todos concordamos, mas o que é certo é que ainda hoje os "Oooh Oooh Oooohs" de Shakira estão na nossa cabeça. Esta faixa raggae/rock tornou-se em mais um top 10 hit um pouco por todo o mundo, para as cantoras e trata-se apenas de um aperitivo para o que a cantora irá apresentar de seguida.
3. "Empire"
A primeira das poucas faixas deste disco em que finalmente Shakira não foi a compositora. Esta balada rock-épica estupidamente catchy é diferente de tudo o que a cantora já fez e é uma das faixas mais aclamadas deste disco. É suava e ao mesmo tempo intensa é calma e ao mesmo tempo explosiva, palavras para quê? É Shakira!
4. "You Don't Care About Me"
Aqui temos mais uma das experiências da colombiana. Também diferente de tudo o que a cantora já fez anteriormente, esta é talvez a faixa mais alternativa de todo o álbum. Não é rock, não é dance, não é pop, não é nada em concreto, é apenas uma experiência que a cantora de "Did It Again" gostou e que nós também gostamos.
5. "Cut Me Deep" (ft: MAGIC!)
Primeiro que tudo, nós não sabemos quem são os MAGIC!, mas passamos a gostar muito deles, tendo em conta que eles ajudaram a colombiana a produzir uma das melhores faixas do disco. Estranha como só Shakira sabe fazer, esta é uma canção que começa como que um "Man Down", um espírito muito raggae, mas que acaba como uma poderosíssima música rock que funcionará muito bem ao vivo e quem sabe também nas tabelas de vendas ainda que não seja de todo uma faixa muito comercial. Uma das faixas mais interessantes destes álbum. Soa a tudo e a nada! Vale a pena ouvir!
6. "Spotlight"
Produzida pelo grande Greg Krustin, produtor de nomes como Kelly Clarkson e Pink, era de esperar que ajudasse a cantora a voltar às suas raízes do rock com uma faixa poderosa e explosiva, mas tudo o que conseguiu fazer foi com que Shakira soasse mais que nunca a Avril Lavigne no inicio de carreira. Esta canção está sem dúvida para Shakira como "Sk8er Boi" para Avril. Não que "Spotlight" seja má, mas nunca é bom quando sentimos que um artista perde a sua identidade e se assemelha muito a outro. É o que acontece aqui.
7. "Broken Record"
E começamos agora a acalmar, com esta balada com influências country. Descrita por Shakira como uma das suas maiores declarações de amor e uma das músicas mais pessoais do disco esta é uma balada onde a cantora declara todo o seu amor pelo seu companheiro. Esta é a primeira de três músicas produzidas por Michael Busbee (Try, Pink) e mostra o lado mais pessoal da artista.
8. "Medicine" (ft. Blake Shelton)
Se Lady Gaga fosse uma cantora country esta seria uma música sua certamente. Com os "Ma Ma Ma Medicine" a relembrar a "Ma Ma Manicure" e os "Po Po Popping" a fazer lembrar o "Po Po Poker Face", este é sem dúvida um cruzamento entre Lady Gaga e Lady Antebellum. Agora fora brincadeiras, esta é a primeira grande aventura da cantora pelo mundo da country e não podia ter começado da melhor forma. Uma música que sai fora da zona de conforto da artista, mas que a faz soar como uma verdadeira artista country sendo ainda comercial o suficiente para ser um single de sucesso. Esta foi mais uma aventura de Shakira que foi muito bem conseguida. Outro dos momentos altos do álbum e onde a presença de Blake Shelton é muito bem-vinda.
9. "23"
O Gerard Piqué é de facto um homem de sorte. Para além de ser o companheiro de uma das mulheres mais bonitas, talentosas e simpáticas do mundo ainda tem mais que uma canção dedicada exclusivamente a si. "23" foi uma das últimas canções a ser compostas pela cantora, que não podia deixar de a inserir neste disco que dedica aos homens da sua vida. Não é a faixa mais comercial, mais inovadora ou mais excitante do disco, mas pela sinceridade torna-se um dos momentos mais bonitos de todo o álbum.
10. "The One Thing"
Milan também não foi esquecido e fez nascer "The One Thing", a última faixa composta para este disco e mais um momento de puro rock. A cantora descreve esta faixa como up-beat tal como é o seu filho e por isso não a podia deixar de inserir no seu álbum. Esperemos que a cantora tenha mais filhos que a inspirem a fazer boa música como esta "One Thing".
11. "Nunca Me Acuerdo De Olvidarte"
Tão boa ou melhor que a versão em inglês, esta "Nunca Me Acuerdo De Olvidarte" é igualmente viciante e prova que a presença de Rihanna nesta canção não era de todo necessária. Apenas o seu nome e a sua beleza ajudou a atrair atenções porque a sua contribuição vocal não era de todo necessária. Talvez noutro tipo de canção.
Mesmo não sendo esta canção uma original de Shakira, sendo apenas uma versão de "Boeg Per Tu" (1990), soa totalmente como uma canção da cantora de "Gypsy". Uma balada rock que fala de amor e que a artista fez questão de incluir no disco.
A versão em espanhol de "Dare" mais uma vez supera a sua versão em inglês, talvez por Shakira soar mais genuína na sua língua materna. Igualmente dançante, igualmente viciante mas com uma interpretação mais dedicada, genuína e sobretudo LATINA. Mais uma vez dizemos que o lançamento desta faixa como single mundial é obrigatório....Não foi o 1º single, não será o 2º, mas algum dia terá de ser...
Apenas "Empire", "You Don't Care About Me" e esta "Chasing Shadows" não foram escritas por Shakira. "Shadows" foi escrita por ninguém menos que Sia Furler e o poder da australiana é incrível, pois deu uma das suas melhores canções a Shakira e tornou-a na melhor de todo o álbum. Esta faixa electrónica não soa nada a Shakira, soando muitas vezes sim a Sia, mas é sem dúvida intrigante, misteriosa, viciante e perfeita. Remete-nos para o passado, para um filme ou até para o festival da Eurovisão, remete-nos para todo o lado menos para um álbum da colombiana, mas a verdade é que está aqui e é o momento mais excitante de todo o disco. Pena estar só na versão deluxe e de não haverem mais faixas do género no disco. Caso para dizer que o produtor Greg Krustin se redimiu aqui do erro em "Spotlight".
15. "That Way"
E que tal agora uma balada acompanhada apenas de piano e calma? É isso que Shakira nos propõe neste momento com "That Way". Não é o melhor momento do disco nem a faixa que os fãs prestarão mais atenção mas é sem dúvida um momento bonito e que mostra o poder vocal e o talento de uma das artistas mais bem sucedidas de todos os tempos.
"Shakira" traz-nos de facto uma Shakira para todos os gostos, revisita toda a sua carreira, capta o momento actual e ainda deixa espaço para aventuras e experimentações.
Este é talvez o álbum mais estranho e inconsistente do ano, mas que combina com a a artista em questão que sempre foi uma das artistas mais estranhas e inconsistentes do mercado cantando vários géneros, em várias línguas e de diferentes maneiras e isso é que faz de Shakira uma das artistas mais versáteis, poderosas e amadas.
Neste disco ela desafia-nos a beija-la, diz que não se consegue lembrar de nos esquecer, mostra-nos o seu império, queixa-se que por vezes não queremos saber dela, que a cortamos bem fundo, mas a verdade é que ela continua em todos os holofotes.
Ainda que muitos digam que soa como um disco riscado, ela continua a ser o nosso medicamento há já 23 anos, continuando a ser hoje aquela que nós amamos, que não nos lembramos de esquecer e que nos põe loucos.
Com ela cantamos "La La La", segui-mos sombras e é por isso que a amamos cada vez mais assim como ela é.
É caso para dizer bem vinda de volta Shakira!
HOS RATING: 80/100
Ouçam ainda a "La La La (Brazil 2014)", que estará no CD oficial da copa do mundo, juntamente com o tema oficial "We Are One", "Vida" entre outros.

























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